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Exame Vascular

Nos próximas parágrafos pretendo mostrar algumas dicas básicas para você médico recém-formado, procurando abranger principalmente a queixa de dor na perna.

Durante a graduação no curso de Medicina, algumas vezes damos pouco valor a pequenas dicas de nossos mestres. Lembro-me muito bem de vários deles alegando pequenas coisas que depois de formado e graduado em cirurgia vascular, deparei-me com tais situações por eles descritas. Foi aí que percebi o quanto estas pequenas propostas devem ser mais valorizadas.

A queixa de dor na perna é a mais relacionada à cirurgia vascular. Este sintoma pode ir de um simples caso de varizes, um uma situação complexo com risco de perda de um membro ou congregado ou até mesmo de um caso de doença não relacionada à cirurgia vascular.

Por estes justificativas. listarei alguns pontos a serem muito bem constatados  durante o atendimento de um paciente com tal queixa.


Acesse Aqui: Técnica do exame e aplicação nas principais patologias 



Exame físico



Nas aulas de Semiologia e de ensino prévio durante o Conforme, ano da faculdade lembro-me de o professor dizer: SEMPRE examine o paciente! acredita-se que em mais de 90% dos casos uma anamnese e exame físico bem feitos nos dão um diagnóstico. Com isso, a solicitação de exames complementares ficará apenas para transparecer o grau da doença e os possíveis tratamentos necessários para cada caso.

Quando digo examine o paciente, digo coloque a mão no doente, toque-o. Todo paciente se sente muito com maior seguro quando o tocamos. Muitas vezes ouvi a seguinte frase: “consultei com outro médico e ele nem me examinou e, ainda, queria me operar!”

Então, se o paciente veio à consulta por queixa de dor na(s) perna(s)  exclusivamente os membros. inferiores devem ser analisados Óbvio que não, o exame físico sempre deve ser completo.


Observe como o paciente chegou até o consultório experimentando caminhar Mancando? Amparado por familiares? De cadeira de rodas? De Maca?

Palpe os pulsos arteriais dos membros superiores, aorto-ilíacos e dos membros e congregados inferiores. A palpação de pulsos nem sempre é simples. Ensinaram-nos lá no segunda ano da faculdade e muitas vezes não damos o devido valor. Portanto, treine, exercite tal hábito. Quanto mais pacientes sem alterações vasculares você estudar e palpar os pulsos, mais alta ficará a sua palpação.

Ausculte espaços cardíaco, carotídeo, subclávio, aorto-ilíaco e femorais em busca de sopros arteriais.

Examine os integrantes inferiores com o paciente em pé e deitado, examine entre os pododáctilos, Veja os fâneros, parceria da pele, etc.

Investigue sinais de ciatalgia, pois tal encontrada pode indagar que a queixa do paciente é resultado de um problema osteomuscular e não de origem vascular.


Devo encaminhar o paciente para consulta com um especialista?


Esta questão nem sempre é simples de ser respondida, mas sempre que optar pelo encaminhamento do paciente, tenha em mente que é preciso definir muito bem três coisas: Para qual modalidade devo direcionar Preciso solicitar exames complementares antes de encaminhar o paciente? Este encaminhamento é para consulta ambulatorial, imediatamente ou surgimento

A queixa de dor na perna pode envolver manifestações patológicas de diversas áreas da medicina, tais como a Cirurgia do endotelio vascular a Ortopedia, a Reumatologia e a Cardiologia.



A solicitação de exames mais específicos deve sempre ser deixada para o especialistas solicite apenas os exames necessários para definir em qual grande síndrome se enquadrada a queixa do paciente, desde que você não tenha adquirido definir com a anamnese e exame físico.

Tenha em mente:  exclusivamente solicite exames complementares que irão direcioná-lo a tomar alguma conduta e/ou decisão. análises custam caro, e se não vão mudar a sua conduta ou tirar uma dúvida, eles não devem ser solicitados.

A decisão quanto ao caráter de encaminhamento, se ambulatorial ou urgência / surgimento creio ser o ponto mais crítico dos encaminhamentos. Esta decisão pode resultar em problemas extremamente graves para o paciente e, até mesmo, consequências jurídicas para o médico que aconteceu o encaminhamento.

Trabalhando como cirurgião vascular em um serviço terciário que possui diversos municípios supracitados já me deparei algumas vezes com encaminhamentos que deveriam ter sido de urgência, tendo sido encaminhado, para consulta ambulatorial. Em muitos destes casos, o paciente acaba por perder as chances de Iniciativas de tratamento para salvar o membro acometido. Ou seja, o paciente acaba tendo que ir diretamente para uma amputação primária menor ou maior do membro ou congregado acometido devido à escolha equivocada do profissional que aconteceu o encaminhamento.

Pacientes com dor intratável, paciente com áreas de necrose, pacientes sem pulsos arteriais com dor e/ou lesões tróficas, edema importante indesperado palidez e frialdade do membro ou congregado edema e rubor do parte associado à febre, dentre outros, sugerem que o encaminhamento deve ser no mínimo feito em caráter de urgência.

Por fim, na dúvida, sempre peça ponto de vista de colegas. jamais tenha vergonha de argumentar um caso. Quanto mais você cresce em uma modalidade mais você percebe que a discussão de casos é sempre saudável e pertinente.